segunda-feira, 26 de julho de 2010

A nova realidade




Sábado fui a uma balada, sim fui muito legal, dei risada bebida e me senti super careta (quem me conhece de verdade sabe que de careta não tenho nada). As coisas estão mudando muito, ou eu estou parada no tempo? Fui eu e mais três amigas (solteiras) e eu a única comprometida que foi sem namorado, até então normal, não passa muito tempo vejo elas todas ficando e aquela alegria toda, até então também normal, se fosse solteira estaria assim também, tem mais é que curtir, dancei, bebi e elas ficando, que inveja ops brincadeirinha hahaha.
A questão onde quero chegar são alguns valores que acho que perdi ou estou ficando careta! Todas acabadas, em plena luz do começo do dia as seis da manhã, eu querendo ir embora meu pé moído (salto alto é cruel com as mulheres), e elas no pique-total, vamos até o Terminal, pegamos o trem e estamos conversando, contando como foi a balada, um colega que tínhamos conhecido lá nos acompanhou, e começamos a conversar de quem ficou com quem e etc.:
_Ai... Eu não fiquei com ele, fiquei?_disse uma.
_Ah você não ficou com ninguém, não é Évelin?
_Não, não fiquei com ninguém.
Ele olha para mim com uma cara indignada:
_O quêeeeeeeee? Você não ficou com ninguém???
_Ela tem namorado. _Uma responde.
_E o que quê tem??Não acredito que você não ficou com ninguém? É balada!!!!!!_nessa hora me senti uma velha, tentando colocar a calcinha da mulher melancia, super careta e inadequada.
Fiquei pensativa, será que estava escutando isso?? Ele me questionou assustado mesmo depois de ter escutado que eu tinha namorado, por isso que pergunto, será que estou ficando careta?? Sei que hoje em dia tudo está liberal, mas não consigo ser assim, se estou namorando estou namorando, se estou solteira, ui, ai sim estou solteira e vou “pegar geral”, faço isso por mim, independente se são assim comigo ou não, acho que cada pessoa tem seus princípios e suas opiniões... mas...será que estou fora da nova realidade
?

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do AMIGO...


Hoje, dia do amigo, só que tem um amigo de verdade, sabe o verdadeiro e real sentido da amizade, amigo não é aquele que soma em quantidade gigantesca, mas sim quem dividi e multiplica junto a você. Sempre achei amizade um sentimento muito puro e maior até que o amor, pois sem amizade nenhum tipo de amor vai para frente, amizade é aquele sentimento que te compreende sem julgar, que dá conselhos sabendo o seu limite, que está lá quando você precisa (se você precisar e não estenderem a mão desculpa, mas não é amizade).
Há pessoas que preferem tratar um amor passageiro, casual na frente da amizade, cada um escolhe o que lhe convêm, mas não acho a melhor escolha, pois um amor um dia, pode virar uma paixão, que vira um companheirismo e acaba, mas que pode se tornar uma amizade, já a amizade é amor verdadeiro desde o início.
Que todos aqueles que têm um amigo de verdade o proteja e o guarde muito bem, que uma amizade quebrada é igual um vaso quando quebra, pode até voltar ao lugar quando colado, mas nunca vai ser forte e bonita como antes...

Aqui vai um texto que eu concordo plenamente...
Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Lágrimas pendentes de cair...



Aprendi com o tempo que cada lágrima tem seu gosto, e que cada lágrima cai por um motivo.
Aprendi que o sabor de uma pode ser totalmente diferente do sabor da outra, e que só quem derrama sente o gosto de tal lágrima.
Aprendi que elas vêm e vão para dar algum significado ou alguma resposta da qual esperamos.
Aprendi que elas não são nossas inimigas e sim aquelas que sempre vêm quando você quer despejar o mundo que está em suas costas e aliviar o peso da dor.
Aprendi que é muito fácil rir quando se quer chorar, mas quando você quer chorar o riso é seu melhor aliado.
Aprendi que o sabor da vitória também se derrama uma lágrima, que ela desce que você nem percebe, é ai que se dá conta de qual árdua foi à batalha.
Aprendi que conquistas boas geram lágrimas e quais as ruins ficam guardadas.
Aprendi que você fica “expert” em assuntos assim, quando consegue superar um problema, mas aquele que você deveria se abater, sofrer, é quando você passa por cima de tudo e com muita certeza não derruba nenhuma, e passa por aquele momento se fortalecendo muito mais.
Aprendi que se você deixou aquela lágrima passar a seco, é sinal que forte e corajoso você passou por aquele momento e que nada vai fazer você se perder em choramingos, e sim percebe que sem aquela lágrima você se engrandeceu, se fortaleceu e que novas lágrimas virão, mas que seja de tamanha alegria de superação.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O corte profundo da navalha.


Sinto o corte fundo da navalha, a sinto passando pelo meu corpo bem devagar, para sentir mais o arrepio da agonia, para ter a certeza que é lenta à solução, isso se tiver solução, o labirinto é cada vez mais estreito e pequeno, como se passasse horas percorrendo e não chegasse a lugar algum, a saída e a luz ficam cada vez mais difíceis de chegar e enxergar.
Passam dias e horas e a névoa insiste em estar ali, como se não pudesse mais ver um sorriso verdadeiro, a não ser os sorrisos de canto da boca. É como se tivesse parada em um tempo que não é mais o 3º do singular muito menos o 1º, e sim uma estranha sensação de não caber em nenhuma forma de conjugação.
É querer sair por ai gritando em todos os jeitos e sons e parecer que a voz está abafada e sufocada. É quando você tem aquela sensação de que tudo que você criou e achou que eram as coisas mais importantes não são mais, e que parece bobagem acreditar que não terá chance nenhuma em lutar, é dar murro na ponta da faca.
Porém tem que existir a sensação de dever comprido e de que de uma tal maneira foi tentado todas as hipóteses e todos os jeitos de conseguir e tentar, tentar e tentar, pelo menos em alguma parte da vida não se pode dizer que foi por falta de tentativas, e sim por falta de sorte. “Porque palavras até me ganham por um certo tempo, mas atitudes me ganham ou me perdem para sempre”.